Sunday, April 25, 2010

Talvez ele seja apenas um produto do meio, tal qual um insano no meio de néscios fervorosos dessa fé inconsequente. Como tal, não foge as responsabilidades hipocritas que o titulo lhe confere, um certo "homem do povo", vindo da ralé dos mendigos dentre bilhões de mendigos que a religião produz. Seria por acaso que repeti tantas vezes numa mesma frase a palavra mendigo? Talvez.Fica a certeza de que mendigo é mendigo e Roberto Braz é Roberto Braz. O ouro e o carvão de um mesmo saco nessa caverna escura que mal se vê além de tons de cinza. Quem e ou qual é um e outro ja é demasiado díficil delinear onde mal se caminha através de becos escuros em que poucos juram vislumbrar um tom diferenciado de cinza nessa escuridão apertada que a fé produz. Ele, Roberto Braz chega com seu carro do ano, ternos bem cortados, sapatos limpos e lindos, cinto com fivela brilhando tanto quanto os olhos dos fiéis seguidores que o veêm chegar. Sua esposa e filhos todos bem arrumados,impecáveis, perfumados e com gestos ensaiados e prontos pra agradar a ralé que se expreme numa alegria contagiante só pra vê-los e receber um pouquinho da bênção que lhes podem sobejar...talvez eu seja de outra caverna, talvez eu seja de um outro tom de cinza, talvez eu nem saiba o que é isso tudo que eles dizem ser o máximo! Sabe, as vezes eu paro, sento no chão mesmo e fico horas imaginando o que será que tem de tão novo assim neste homem que seja capaz de seduzir os homens a não olhar pra o carpinteiro de Nazaré. Cultua-se o que sobrepuja os demais, o gosto fino pelo que produz em nós uma sensação de superioridade.Nesta questão temos muito que aprender com os torcedores de times quase esquecidos do futebol. Vá dizer a um torcedor do America RJ que o time dele não presta! Diga a um torcedor apaixonado que o time dele é o pior do mundo! Para o torcedor que ama o time, o amor é incondicional, não importa a divisão que dispute.Nós, ditos cristãos, facilmente abandonamos o cristianimo por coisas novas, novas doutrinas, novas estratégias de guerra que visam sobrepujar os demais, conquistar novos adeptos mesmo que estes não venham por Cristo. Trocamos tudo por teologias de prosperidades, de curas, de uma fé absurda.Esquecemo-nos de tudo e abraçamos Roberto Braz com carinho e o tornamos maior que Cristo. Cultuamos o novo "líder" que tem a chave do céu. Onde está o Cristo que veio pra servir e não pra ser servido? É nojento nosso querer hipócrita venerar 'santos homens'. Roberto Braz é só mais um dentre centenas estabelecidos, dentre milhares que sonham chegar lá. Com certeza você conhece um desses, ele pode até não se chamar Roberto, mas eles exístem e estão soltos por aí se aproveitando dos mendigos religiosos que vivem em cavernas escuras, tateando em tons de cinza...

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